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Institucional · Processo produtivo

Como uma embalagem flexível é fabricada, etapa por etapa

Da resina ao saco pronto, cada etapa define resistência, barreira e aparência da embalagem. Veja como funciona a cadeia e o que acompanhamos em cada fase.

Como uma embalagem plástica flexível é produzida?

Uma embalagem plástica flexível nasce de uma resina em grânulos que é derretida e transformada em filme, recebe tratamento de superfície, impressão, eventualmente laminação com outros materiais e, por fim, é convertida em sacos, pouches ou bobinas. Cada etapa define uma parte do desempenho final.

Nem toda embalagem passa por todas as etapas. Um saco liso de polietileno sai praticamente da extrusão para o corte e solda. Um stand up pouch de café, com impressão e alta barreira, percorre a cadeia completa. Entender esse caminho ajuda você a especificar melhor, comparar propostas e prever o que influencia prazo e custo.

EtapaO que aconteceO que define na embalagem
1. ResinaEscolha do polímero e dos aditivosTransparência, resistência, selagem, aptidão para alimentos
2. ExtrusãoA resina é fundida e vira filmeEspessura, largura, uniformidade
3. Tratamento coronaAtivação elétrica da superfícieAncoragem de tinta e adesivo
4. ImpressãoFlexografia ou rotogravuraIdentidade visual, informações obrigatórias
5. LaminaçãoUnião de dois ou mais filmesBarreira, rigidez, proteção da impressão
6. MetalizaçãoDeposição de alumínio a vácuo (quando aplicável)Barreira à luz, ao oxigênio e à umidade
7. ConversãoCorte, solda, rebobinamento, acessóriosFormato, medidas, zíper, visor, bobina técnica
8. Qualidade e expediçãoConferência, embalagem e envioConformidade com o pedido e integridade na entrega

Qual resina usar e por que ela é o ponto de partida?

A resina define as propriedades básicas da embalagem: transparência, rigidez, resistência, faixa de temperatura de uso e facilidade de solda. Trocar a resina muda o comportamento do filme inteiro, por isso essa é a primeira decisão técnica do projeto.

As famílias mais usadas em embalagens flexíveis são o polietileno (PE), em suas versões de baixa densidade (PEBD), linear de baixa densidade (PELBD) e alta densidade (PEAD), e o polipropileno (PP). Em estruturas laminadas, entram também filmes de poliéster (PET), polipropileno biorientado (BOPP) e poliamida (PA).

ResinaCaracterísticas principaisAplicações típicas
PEBDMacio, flexível, sela fácilSacos em geral, camada selante
PELBDAlta resistência a perfuração e rasgoFilme stretch, sacos industriais
PEADRígido, leitoso, resistente em pouca espessuraSacolas, sacos de lixo
PPBrilho, transparência, rigidezSacos para vitrine, confecção, alimentos secos

Junto da resina entram os aditivos e masterbatches: pigmentos, deslizantes, antibloqueio, antiestáticos, antiembaçantes e protetores UV. Eles são dosados em pequenas proporções e fazem diferença no uso diário, como na abertura do saco ou no deslizamento em máquinas.

O que acompanhamos nesta etapa: a compatibilidade do material com o produto e com o uso previsto. Se a embalagem vai ter contato com alimentos, a escolha precisa considerar resinas e aditivos permitidos pela ANVISA.

O que é a extrusão de filme plástico?

Extrusão é o processo que transforma a resina sólida em filme contínuo. Os grânulos são aquecidos e fundidos por uma rosca dentro de um cilindro aquecido e empurrados através de uma matriz, que dá forma ao material.

Em embalagens flexíveis, o método mais comum é a extrusão balão ou tubular: o plástico sai de uma matriz circular e é inflado com ar, formando uma bolha vertical de filme. A relação entre o diâmetro da bolha e o da matriz, junto com a velocidade de puxamento, define a largura e a espessura. O tubo resfriado é achatado e enrolado em bobina. Ele pode seguir como tubo, para sacos com solda só no fundo, ou ser aberto em filme plano.

Existe também a extrusão plana (cast), em que o filme sai de uma matriz reta e resfria sobre um cilindro. E a coextrusão, que extruda vários polímeros ao mesmo tempo em camadas sobrepostas, gerando filmes multicamada sem adesivo.

O que acompanhamos nesta etapa: espessura, largura e uniformidade do filme ao longo da bobina. Variações de espessura afetam resistência, solda e rendimento por quilo.

Para que serve o tratamento corona?

O tratamento corona prepara a superfície do filme para receber tinta e adesivo. Polietileno e polipropileno têm baixa energia superficial e, sem tratamento, a tinta não adere e descasca com facilidade.

O processo aplica uma descarga elétrica de alta tensão sobre o filme em movimento, o que modifica a camada mais externa do material e aumenta sua capacidade de ancoragem. O nível de tratamento é verificado com canetas ou soluções de teste, medido em dinas por centímetro. O efeito diminui com o tempo de estocagem, por isso o intervalo entre tratamento e impressão também importa.

Apenas a face que será impressa ou laminada recebe o tratamento. A face selante normalmente fica sem tratamento, para não prejudicar a solda. Leia mais em tratamento corona para sacos e filmes.

O que acompanhamos nesta etapa: se o filme está apto à impressão, porque falhas de ancoragem só aparecem depois, quando a tinta descasca no manuseio.

Flexografia ou rotogravura: qual processo de impressão usar?

A flexografia e a rotogravura são os dois processos mais usados para imprimir embalagens flexíveis. A flexografia usa clichês flexíveis em relevo e tem preparação mais econômica; a rotogravura usa cilindros metálicos gravados e entrega alta definição em tiragens longas.

CritérioFlexografiaRotogravura
MatrizClichê de fotopolímero em relevoCilindro metálico gravado em baixo-relevo
Custo de preparaçãoMenorMaior
Tiragem mais indicadaPequenas a médias, com trocas de arteLongas e repetitivas
Qualidade de imagemBoa, evoluiu muito com clichês digitaisMuito alta, ótima para fotos e degradês
Durabilidade da matrizMédiaAlta

Nos dois processos, cada cor precisa de uma matriz própria. Por isso, artes com muitas cores custam mais para preparar. Cores de marca costumam ser impressas como cores especiais, e não como mistura de CMYK, para garantir fidelidade entre tiragens.

Em filmes transparentes que serão laminados, a impressão costuma ser feita no verso (impressão de reverso), de modo que a tinta fique protegida entre as camadas. Aprofunde em o que é flexografia e impressão em rotogravura.

O que acompanhamos nesta etapa: a fidelidade da impressão à arte aprovada, incluindo cores, registro entre as cores e posição da arte em relação às áreas de solda.

O que é laminação e quando ela é necessária?

Laminação é a união de dois ou mais filmes, ou de filme com papel ou alumínio, para formar uma única estrutura. Ela é necessária quando um material sozinho não entrega barreira, rigidez ou aparência suficientes.

Uma estrutura laminada típica tem uma camada externa, que recebe a impressão e dá brilho e rigidez (BOPP ou PET), uma camada intermediária opcional de barreira (filme metalizado ou alumínio) e uma camada interna selante, geralmente de polietileno, que entra em contato com o produto e permite a solda. As camadas são unidas por adesivo e, depois, o material passa por um período de cura antes da conversão.

  • Quando usar: produtos sensíveis a umidade, oxigênio, luz ou gordura, como café, snacks, pet food e suplementos.
  • Vantagem extra: a impressão fica protegida entre camadas, sem contato com o produto e sem risco de desgaste.
  • Ponto de atenção: laminados de materiais diferentes são mais difíceis de reciclar.

Veja os detalhes em embalagens laminadas e como é feita a embalagem laminada.

Como funciona a metalização de embalagens?

A metalização deposita uma camada finíssima de alumínio sobre um filme plástico, dentro de uma câmara de alto vácuo. O resultado é um filme com aspecto metálico e barreira muito maior à luz, ao oxigênio e à umidade.

No processo, o alumínio é vaporizado e se condensa sobre o filme em movimento, geralmente BOPP ou PET. A camada é tão fina que o consumo de metal é mínimo em comparação a uma folha de alumínio. Por exigir equipamentos específicos de vácuo, a metalização é normalmente feita por fornecedores especializados, e os convertedores compram o filme já metalizado para imprimir e laminar.

O filme metalizado entra como camada de barreira em estruturas laminadas de stand up pouch, box pouch e sacos para café, snacks e presentes.

O que acontece na conversão: corte, solda e rebobinamento?

A conversão transforma o filme, impresso ou liso, no produto final: sacos, pouches, sacolas, envelopes ou bobinas técnicas. É nessa etapa que a embalagem ganha formato, medidas e acessórios.

Nas máquinas de corte e solda, o filme é selado a quente e cortado nas dimensões especificadas. O tipo de solda define o formato: solda de fundo para sacos feitos a partir de tubo, soldas laterais para sacos a partir de filme dobrado, e soldas combinadas para pouches com fundo em fole ou fundo quadrado. Também é nessa fase que entram acessórios como zíper, aba adesiva, solapa, furo para gancho, entalhe de abertura e visor.

Quando o cliente envasa em máquina automática, o filme não vira saco: ele é refilado, cortado longitudinalmente e rebobinado em bobinas com largura, diâmetro, tubete e sentido de enrolamento compatíveis com a empacotadora. Saiba mais sobre filmes técnicos para empacotamento automático.

O que acompanhamos nesta etapa: medidas finais, resistência e aparência das soldas, funcionamento de zíper e fechos e, em bobinas, as especificações de enrolamento combinadas com você.

Como é feito o controle de qualidade e a expedição?

O controle de qualidade confere se a embalagem produzida corresponde ao que foi especificado e aprovado: material, medidas, espessura, impressão e solda. A expedição garante que o lote chegue íntegro ao cliente.

Ponto de controlePor que importa
EspessuraAfeta resistência, solda e quantidade de embalagens por quilo
MedidasGarante que o produto caiba e que a embalagem funcione no envase
SoldaDefine estanqueidade e resistência ao peso do produto
ImpressãoCores, registro e textos conforme a arte aprovada
AcabamentosZíper, adesivo, solapa e visor funcionando corretamente

Depois de conferidos, os produtos são embalados em volumes adequados ao transporte. A AsterPlas entrega em todo o Brasil por Correios e transportadoras, e o prazo de cada pedido é informado no orçamento conforme produto, impressão e quantidade.

O que a AsterPlas fabrica e como começar seu projeto?

A AsterPlas fabrica embalagens plásticas flexíveis em Guarulhos/SP desde 1999: sacos, pouches e bobinas, lisos ou com impressão personalizada. O pedido mínimo para personalizados e itens sob encomenda é de 50 kg.

A linha inclui stand up pouch, box pouch, sacos PP, PE e BOPP, zip lock, adesivados, fronha, com solapa, embalagens laminadas, bobinas e filmes em PE, PP e reciclados, filme stretch, plástico bolha, envelopes de segurança, sacolas personalizadas e sacos de lixo comuns e hospitalares.

  1. Defina o produto, o peso por embalagem e o tipo de envase (manual ou automático).
  2. Indique o formato desejado ou peça recomendação ao time técnico.
  3. Informe se haverá impressão e quantas cores.
  4. Envie a quantidade estimada pelo formulário de orçamento.

Para pequenas quantidades de embalagens lisas, a partir de 50 unidades, a opção é a loja virtual Aster Variedades.

Perguntas frequentes

Como é feito o saco plástico?

O saco plástico é feito a partir de resina fundida e transformada em filme por extrusão. O filme pode ser tratado e impresso e, depois, passa por máquinas de corte e solda, que selam e cortam o material nas medidas do saco.

O que é extrusão balão?

É o processo em que o plástico fundido sai de uma matriz circular e é inflado com ar, formando uma bolha vertical de filme. A bolha é resfriada, achatada e enrolada em bobina, podendo virar saco ou filme plano.

Qual a diferença entre flexografia e rotogravura?

A flexografia usa clichês flexíveis em relevo e tem preparação mais barata, ideal para tiragens pequenas e médias. A rotogravura usa cilindros metálicos gravados, com alta definição e durabilidade, indicada para tiragens longas.

Por que o filme plástico precisa de tratamento corona?

Porque polietileno e polipropileno têm baixa energia superficial e repelem tinta e adesivo. A descarga elétrica do tratamento corona ativa a superfície e garante que a impressão e a laminação fiquem bem ancoradas.

Toda embalagem flexível é laminada?

Não. Sacos simples de PE ou PP são monocamada e não precisam de laminação. A laminação é usada quando o produto exige mais barreira, rigidez ou proteção da impressão, como em café, snacks e pet food.

O que é conversão na indústria de embalagens?

Conversão é a etapa que transforma o filme em produto final, por meio de corte, solda, aplicação de acessórios como zíper e adesivo, ou por refile e rebobinamento em bobinas técnicas para envase automático.

Como comprar

Duas formas de comprar da AsterPlas

pedido mínimo50 kgpersonalizadas e sob encomenda

Sacos stand up pouch com visor, metalizado e half metal

Embalagens personalizadas e sob medida

Sua marca impressa, nas medidas e no material certos para o seu produto. Nosso time técnico especifica e orça o pedido.

  • Especificação técnicamaterial, medidas e espessura
  • Impressão da sua marcaarte ajustada e aprovada
  • PP, PE, BOPP e laminadoslisos, metalizados ou kraft
  • Entrega para todo o Brasiltransportadora ou Correios

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Saco Stand Up KraftSaco Stand Up com VisorSaco Stand Up Pouch MetalizadoSaco Stand Up Pouch com BicoSaco Box Pouch KraftSaco Box Pouch Kraft com VisorSaco Box Pouch com AlçaSaco Stand Up HalfSaco Zip LockSaco Zip em PVCSaco Zip para AmostrasSaco AdesivadoSaco Stand Up TransparenteSaco Stand Up PretoSaco a Vácuo Nylon PoliCapa Ombreira para Cabide

Poucas unidades? Compre na loja virtual

Embalagens lisas a pronta entrega na Aster Variedades, loja do mesmo grupo da AsterPlas.

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  • Compra 100% on-linepagamento e frete no site
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  • Envio para todo o Brasilpelos Correios ou transportadora