
Materiais · Polietileno
O polietileno é o plástico mais usado em embalagens flexíveis. Flexível, fácil de soldar e resistente ao frio, ele aparece em três versões principais: PEBD, PELBD e PEAD.
Polietileno (PE) é um polímero termoplástico formado pela polimerização do eteno (etileno). É o plástico mais produzido no mundo e a base da maioria dos sacos, sacolas, bobinas e filmes técnicos usados no dia a dia.
O PE pertence à família das poliolefinas, como o polipropileno. O que diferencia um tipo de polietileno do outro é a estrutura das cadeias moleculares: quanto mais ramificadas, menos compactas e menos densas. Isso muda rigidez, transparência, resistência e soldabilidade.
Nas embalagens flexíveis, três tipos dominam:
Para ver como o PE se posiciona frente aos outros materiais, consulte o guia de materiais para embalagens plásticas.
A diferença está na estrutura molecular e, por consequência, na densidade e no comportamento do filme. O PEBD é o mais macio e fácil de soldar; o PELBD é o mais resistente à perfuração; o PEAD é o mais rígido e resistente à tração.
| Característica | PEBD | PELBD | PEAD |
|---|---|---|---|
| Densidade aproximada | ~0,92 g/cm³ | ~0,92 g/cm³ | ~0,95 g/cm³ |
| Estrutura molecular | Ramificações longas | Linear, com ramificações curtas | Linear, pouco ramificada |
| Toque e aparência | Macio, transparente a translúcido | Macio, transparente a translúcido | Mais rígido, leitoso, “faz barulho” |
| Resistência à perfuração e ao rasgo | Média | Alta | Média |
| Resistência à tração | Média | Alta | Alta |
| Barreira à umidade | Média | Média | Alta |
| Resistência ao frio | Alta | Alta | Alta |
| Soldabilidade | Alta | Alta | Média |
| Usos típicos | Sacos em geral, congelados, bobinas | Filme stretch, sacos pesados, blendas | Sacolas, sacos de lixo, sacos finos e resistentes |
Na prática, muitos filmes usam blendas, misturas de PEBD com PELBD, para somar a facilidade de processamento do primeiro à resistência do segundo. Os valores de densidade são aproximados e variam conforme a resina.
A maior parte dos filmes de PE é feita por extrusão tubular, também chamada de extrusão de balão soprado. A resina é fundida, passa por uma matriz circular e forma um tubo que é inflado com ar até atingir a largura e a espessura desejadas.
As etapas típicas são:
A coextrusão permite produzir filmes com várias camadas de polietileno em uma única etapa, cada uma com uma função: resistência, cor, soldabilidade ou aparência.
Aditivos também ajustam o comportamento do filme. Os mais comuns são deslizantes, que reduzem o atrito entre as faces e facilitam a abertura do saco; antibloqueio, que evitam que as camadas grudem na bobina; e antiestáticos, usados em sacos para componentes eletrônicos. Pigmentos brancos ou pretos entram por meio de masterbatches quando a embalagem precisa ser opaca.
O PE é o material mais versátil das embalagens flexíveis: solda fácil, suporta o frio e aguenta esforço mecânico. Sua limitação principal é a baixa barreira a oxigênio e aromas.
Vantagens
Limitações
Para comparar em detalhes com o polipropileno, veja PP vs PE: qual escolher.
A espessura depende do peso do produto, do tipo de PE e do esforço que o saco vai sofrer. Não existe uma medida universal: um saco de PEAD fino pode ser mais resistente à tração que um saco de PEBD mais espesso.
Como regra geral:
A espessura é medida em micras (µm). Para estimar peso e consumo de filme por unidade a partir de medidas e espessura, use a calculadora de embalagens plásticas.
O peso de um saco é o volume de filme multiplicado pela densidade do material. Como o pedido de personalizados é feito em quilos, essa conta ajuda a estimar quantas unidades cabem em cada lote.
Para um saco simples, sem sanfona, a fórmula é:
Peso (g) = largura (cm) × comprimento (cm) × 2 faces × espessura (cm) × densidade (g/cm³)
Exemplo com PEBD de densidade aproximada 0,92 g/cm³, saco de 20 × 30 cm e espessura de 50 micras (0,005 cm):
Com esse peso, 50 kg correspondem a pouco mais de 9 mil sacos. A conta é uma estimativa: sanfonas, alças, solda, impressão e tolerâncias de espessura alteram o valor real. O PEAD, com densidade aproximada de 0,95 g/cm³, gera um saco um pouco mais pesado com as mesmas medidas, mas costuma permitir espessura menor para a mesma resistência à tração.
O PE está em quase todos os segmentos, das embalagens de alimentos às industriais. Os usos mais comuns por tipo são:
Em congelados, o PE é praticamente obrigatório como camada de contato, porque não trinca no frio. O tema é detalhado em embalagens para congelados.
Na AsterPlas, o material está em sacos PE polietileno, bobinas, sacolas personalizadas, sacos zip, plástico bolha e sacos de lixo. Para quem trabalha com PEAD, vale ler saco plástico em PEAD.
Sim. O polietileno é um dos plásticos mais reciclados, identificado pelo número 2 (PEAD) e pelo número 4 (PEBD) no símbolo definido pela ABNT NBR 13230. A reciclagem efetiva depende de coleta seletiva e triagem locais.
Embalagens monomaterial de PE são mais fáceis de reciclar do que estruturas que combinam PE com PET, papel ou alumínio. Sujeira, etiquetas de outros materiais e excesso de tinta reduzem a qualidade do reciclado.
O PE reciclado tem muitas aplicações fora do contato com alimentos, como sacos de lixo e filmes industriais. Nesses usos, a resina reciclada reduz o consumo de matéria-prima virgem sem comprometer a função da embalagem.
Para receber a recomendação certa, descreva o uso real da embalagem. O time técnico define o tipo de PE, a blenda e a espessura a partir dessas informações:
Com os dados em mãos, envie sua solicitação pela página de orçamento de embalagens plásticas.
O PEBD é macio, flexível, mais transparente e solda com facilidade. O PEAD é mais rígido, leitoso, faz barulho ao ser manuseado e resiste mais à tração com menor espessura. PEBD é comum em sacos gerais e congelados; PEAD, em sacolas e sacos de lixo.
PELBD é o polietileno linear de baixa densidade. Tem densidade parecida com a do PEBD, mas cadeias lineares com ramificações curtas, o que dá mais resistência à perfuração, ao rasgo e à tração. É a base do filme stretch e muito usado em blendas com PEBD.
Sim. O polietileno mantém a flexibilidade em temperaturas negativas e é o material mais indicado para congelados. Em produtos com pontas ou blocos congelados pesados, a espessura e a adição de PELBD ajudam a evitar furos e rasgos.
Muita gente chama de plástico comum o saco de polietileno, porque ele é o plástico mais usado em embalagens. Mas existem vários plásticos diferentes, como PP, PET e PVC, cada um com propriedades próprias. O polietileno é apenas o mais difundido.
Depende do tipo de esforço. O PELBD resiste melhor à perfuração e ao rasgo; o PEAD resiste melhor à tração com menos espessura. Em sacos pesados, blendas de PEBD com PELBD costumam oferecer o melhor equilíbrio entre resistência e soldabilidade.
Sim, o polietileno é amplamente usado em contato com alimentos, desde que resina e aditivos atendam à legislação da ANVISA para materiais plásticos em contato com alimentos. Informe ao fabricante que a embalagem terá contato direto com alimento na hora do pedido.









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